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21 de Septiembre, 2006


carlos luz: Quem tem medo de poesia ?

Quem tem medo de poesia ?

12/9/2003


Em recente experiência, o projeto “mínimas poéticas” levou até as escolas do ensino médio e faculdades de Foz do Iguaçu a discussão sobre os caminhos e descaminhos da poesia. Entre outras atividades, uma palestra-oficina levantou as várias dificuldades que a poesia enfrenta para se tornar um hábito das pessoas. Pelo contrário, ela está cada vez mais escassa no cotidiano da vida contemporânea.

Entre os fatores que contribuem para isso estão a falta de hábito da leitura em geral; o entretenimento fácil com o advento da mídia eletrônica sistema; o preço elevado do livro; a concepção errada de que a poesia ainda é apenas lírica; a forma de se ministrar as aulas de literatura, transformando a poesia em uma matéria escolar. A esses fatores, se juntam outros dois: por um lado, com as inúmeras edições independentes, o derrame de obras mal acabadas, sem nenhum critério de edição e, por outro, com a restrições das editoras ao gênero poético, as obras escritas mais para a critica literária acadêmica do que para o público leitor comum e mortal.

Em nenhum momento, porém, não sei se verdadeiramente ou apenas para não prolongar a conversa, foi levantado o fator da poesia ser um segmento artístico em decadência ou sem sentido. A maioria das pessoas vêem sentido na “arte de escrever versos”, mas um fato curioso é que, em muitas oficinas, a palavra “complicada” foi usada pelos jovens para definir a poesia.

Várias são as manifestações poéticas através de outros meios que não seja o livro propriamente dito, como em jornais, revistas, camisetas, cartazes, muros, cartões postais, internet, entre outros. Isso se deve pelo fato de que a poesia é inerente ao homem, como qualquer outra manifestação artística. E mais, ela é a forma de linguagem mais aprimorada que o ser humano conseguiu desenvolver, por isso, enquanto existir a espécie humana, a poesia fará parte de seu mundo.

Mas, esses meios “alternativos” apenas divulgam a poesia. Para o mercado, um fator é predominante: o livro de poesia, se tornando um produto, deve dar retorno financeiro. O que não acontece, quase sem exceções, com esse gênero da literatura.
Pensar é perigoso -  Todos os fatores levantados para tentar explicar o baixo consumo de poesia em nossos dias, são fatores ligados ao hábito da leitura de uma forma geral. No entanto, o gênero prosa ainda cativa uma parcela, apesar de pequena, do público leitor. Por que isso acontece? Essa foi uma das perguntas lançadas durante as oficinas e a resposta foi quase sempre a mesma: “ela é mais complicada!”.

A prosa, enquanto gênero literário, tem a vantagem de poder ser encarada também como entretenimento. O romance, o conto e a crônica, por mais artifícios e figuras de linguagem que usem, por mais complexos que sejam os textos, possuem enredo, lógica temporal, personagens e contam com o envolvimento do leitor com a trama. Vantagem não oferecida pelos versos. Que fique claro que essa vantagem não interfere na avaliação do  valor artístico da obra literária escrita em prosa. O gênero continua lançando no mercado algumas obras ótimas e outras pavorosas.

A palavra “complicada”, tão usada pelos estudantes durante as oficinas, se reveste do conceito de “complexa, de difícil interpretação”. E esse é justamente o entrave que a poesia enfrenta nos dias modernos. No atual sistema social, econômico e político  não há espaço para complexidades, interpretações, interrogações e coisas desse tipo. Vivemos a época do descartável, do fast food, da loucura da linha de produção. “Nós produzimos pra consumir, ou consumimos pra produzir?”. É difícil responder a essa pergunta.

Na indústria cultural, isso não é diferente. O produto cultural, o artístico e o de entretenimento se confundem cada vez mais e, na linha de produção dos descartáveis, a poesia não encontra espaço.

O ato de pensar, interpretar, avaliar, aprimorar o senso crítico, ameaça de morte o atual sistema que tende, numa atitude de autodefesa, desestimular o seu consumo. Uma das leis do capitalismo é a “lei da oferta e da procura”, ou seja, quanto maior a procura por um determinado produto, mais ele será ofertado. Mas, nas entrelinhas dessa lei, o sistema pode eleger certas procuras, principalmente através dos veículos de comunicação de massa, e descartar outras. A poesia está entre as procuras descartadas e, portanto, ofertadas cada vez mais timidamente pelo mercado.
O papel do poeta – Nessa situação, qual seria o papel do poeta? Aceitar a situação, continuar a escrever versos para guardá-los nas gavetas? Sair batendo de porta em porta, procurando um mecenas, publicar livros independentes e transformar-se em camelô? Conhecer a filha de um editor e casar-se com ela? Talvez sejam opções individuais, mas não são as que mudarão esse quadro poético adverso.

Antes de tudo, o poeta deve assumir sua condição de poeta. Não como diletante, mas como profissional. Deve encarar a poesia não como passatempo, mas como ofício. Quantos dos que se dizem poetas, ao responder a pergunta “profissão?”, tem a ousadia de responder “poeta!”. Poucos, exatamente porque não sentem verdadeiramente que a poesia pode ser encarada por alguém como realização profissional.

Em um de seus poemas, Cassino Ricardo define bem o desafio dos poetas: “Que é um poeta?/ Um homem/ Que trabalha o poema/ Com o suor do seu rosto/ Um homem/ Que tem fome/ Como qualquer outro/ homem”. É justamente esse o fazer do poeta que pretenda a profissão: o suor, o trabalho para se aperfeiçoar. Nesse fazer  se inclui o ato de estudar, de conhecer a língua, as formas e escolas poéticas, as figuras de linguagem, de ler e reler, de escrever e rescrever quantas vezes forem necessárias. Tudo isso tendo que cumprir uma dupla jornada de trabalho, antes de se profissionalizar enquanto poeta.   

Assim, o livro de poesia não pode ter somente o caráter de um amontoado de poemas amarelados, engavetados durante anos, que foram reunidos em uma brochura, numa produção independente, para satisfazer o próprio ego.  

Leitores propensos ao consumo da poesia se espalham pelos quatro cantos do território nacional, formando uma teia quase que invisível, mas de extensão proporcional ao tamanho do país. Atingir esses consumidores não é tarefa fácil, principalmente quando se tem que ultrapassar a barreira mítica de que a poesia é escrita e deve ser consumida por pessoas iluminadas, mas parece ser a única saída para a formação de um mercado consistente e rentável para a poesia, enquanto “ produto artístico” e não apenas enquanto uma das “belas artes”.
Isso também vale para os “escrevedores de versos” que se disseminam por todo o Brasil e que não lêem poesia. Se pretensos poetas não se tornarem consumidores de poesia, quem se tornará? Deixem o “medo de poesia” para os senhores que controlam a ordem imposta.

Carlos Luz é poeta, ainda não profissional
envio gabriela piccini

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:34, Categoría: lecturas
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celso emilio ferreiro, españa ( en portugues)

ORAÇÃO PELOS PARVOS

          Senhor Deus tem piedade dos pobres parvos
          que não sabemos nada de geometria
          e embebidos na música celeste
          esquecemos a fórmula
          do binómio do Newton.

          Vamos andando a trancas e barrancas
          aprendendo as coisas tristemente
          por este mundo adiante que fizeste
          em sete dias só, segundo os livros.

          Eu sou um pouco parvo, bem o compreendo.
          Nunca pude saber para que servem
          muitas coisas escuras que consentes.
          Humildemente quis perguntar
          perguntas pequeninas como quartos
          sobre os grilos que cantam incansáveis
          e os amores dos peixes,
          mas sempre chegavam uns homens
          carregados de textos
          e maços cinzentos sapientíssimos
          com datas rigorosas, dados certos,
          horrivelmente certos, asfixiantes.
          Mas ninguém me dizia dos pássaros,
          dos girinos, das flores, dessas nuvens
          que depositaste, Senhor, sobre o meu tecto.


          Celso Emilio Ferreiro
, ( Orense,1914 - Madrid, 1979)
             
                "Antologia poética

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:25, Categoría: poesia
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etc magazine

Estimados lectores:

En el hemisferio Sur  inauguramos la primavera y nosotros la edición Nº 70 de ETC. Magazine on Line. Para celebrar hemos preparado esta entrega especial que como verán viene muy surtida. Como acostumbro decirles, espero que la disfruten, y sigan recomendándola a más suscriptores sin cargo.

Cordialmente

Diana Alvarez

Directora

dalvarez@etcmagazine.com.ar



LEYENDA


Un insecto azul

emergió del oro

dos gemas rodaron

El egipcio peregrino

del desierto

llegó hasta su amada

Con orgasmo

de misterio y piedra

la Esfinge cerró su mirada…


Diana Alvarez


ARTÍCULOS DE ESTA EDICIÓN


ARTE

La Escuela Bauhaus


ASTROLOGIA

Tres nuevos planetas: Seres, Caronte y Xenia
Iniciándonos en el camino de la Astrología Maya  (Parte  I )


CHICOS Y MEDIANOS
Cuentos Protagonistas

GENTE

Cecilia Roth. Multigestora de proyectos

Claudia Piñeiro. Autora de "Las viudas de los jueves"

GOURMET

Gastronomía por TV - Bajo la Lupa: el arte de evaluar.

JARDIN

Como elegir la rosa correcta

JAZZ

Creole Jazz Band, 50 años

LETRAS

Haiku en Primavera

LUGARES

Tigre y su gente. Sturla & Cía. tradición en el delta

MASCOTAS

Las mascotas de las celebrities


MITOS Y LEYENDAS

Los mitos y los niños

ONGs

Aquí Amanece, un pequeño lugar para los grandes

PSICOENFOQUES

Primer consulta con un psicólogo infantil

¿Cómo convivir con un andropáusico?

REFLEXIONES

Una vuelta de página


SALUD

El primer simulador de cirugías virtuales de Argentina

S.O.S. tóxicos cotidianos. Cuidados en la cocina.

SAN FERNANDO

Agenda de actividades en San Fernando

SAN ISIDRO

Agenda de actividades en San Isidro

VICENTE LOPEZ

Agenda de actividades en Vicente López

BUENOS AIRES

Espectáculos en Buenos Aires

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:25, Categoría: web
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hector avellan, nicaragua

Héctor Avellán:

La Poesía hizo la Revolución

Entrevista realizada por Nick J. Swarth

Naciste en 1973. La revolución nicaragüense tuvo lugar en 1979. ¿De niño te dabas cuenta de la revolución? ¿Cómo?

Los ojos de un niño todo lo ven con asombro. Las victorias de los pueblos muchas veces son las derrotas de los individuos.

La historia reciente, el pasado reciente de tu país (o sea la revolución) ¿te ha formado en alguna manera? Explica, por favor.

Yo soy de una generación que creció bajo tres contextos, y creo que todos nos marcaron, bajo la dictadura somocista, luego bajo la revolución y después la apertura de Nicaragua al mundo globalizado. Durante los años ochenta vivimos bajo una burbuja, solo quienes estaban cercanos al poder podían acceder a los cambios y transformaciones que sucedían en el mundo. La revolución nos marcó a todos de forma positiva o negativa. No se puede ver al pasado con rencor o con fascinación. La nostalgia es peligrosa cuando nos pone ciegos. Yo creo que los pueblos tienden a repetir los errores. Yo trato de ver hacia mi presente y hacia delante. Mi poesía, mi interés por la literatura se lo debo a la revolución. La poesía hizo la revolución en Nicaragua.

Vienes de un país donde durante una época la literatura tenía un alto grado de implicación política, un compromiso social, con escritores como Cardenal, Sergio Ramírez y Omar Cabezas. ¿Te sientes próximo o unido con esta generación de escritores?

La poesía que yo escribo es muy próxima a los postulados que promovía y masificó a través de los talleres de Poesía, Ernesto Cardenal, quien era entonces el ministro de cultura de la revolución sandinista. La diferencia es que yo escribo con un compromiso social bajo otro contexto y no escribo loas ni alabanzas a ninguna revolución. Talvez estoy haciendo mi propia revolución, en mi y para mi. Mi poesía es de denuncia social. Yo al igual que ellos me he nutrido de la buena poesía norteamericana, aunque nunca estudié ni he estado en Estados Unidos como ellos.

¿Cómo es la situación ahora? ¿La literatura nicaragüense todavía tiene una implicación política?

Hay un regreso a la metáfora y al lenguaje rebuscado. Actualmente hay muy buenos poetas jóvenes, jovencísimos como Martín Mulligan, Eunice Shade y Hanzel Lacayo. Yo creo que Nicaragua tiene buena poesía para rato. Estos chavalos son una buena muestra de ello. Y es sorprendente que en un mundo donde los jóvenes están sumergidos en el mundo de los juegos virtuales, el fashion, la violencia callejera, estos chavalos están escribiendo poesía.

En una entrevista dijiste: “No estamos renovando la forma, pero sí estamos cambiando la temática. ¿Qué quisiste decir con esto?

Yo pertenezco a la primera generación que surgió de las aulas universitarias luego del fin de la revolución sandinista y el cambio hacia otro modelo de gobierno y política. Ya en los 80 fue significativo que las voces de las mujeres irrumpieron en la literatura nicaragüense con voces tan fuertes como Gioconda Belli y Daysi Zamora, luego en los noventa entramos con temas más atrevidos como la homosexualidad, las identidades sexuales y el lesbianismo. Nunca se habían abordado estos temas de esa forma, y yo extrañé poemas escritos por hombres dirigidos a otros hombres. Yo quiero darle una voz a los homosexuales en la poesía nicaragüense. France Daly es nuestro poeta más gay debo decir, y el más atrevido. Pero ha tenido que emigrar como muchos otros poetas,  en su caso por la dificultad de ser gay en un país machista y homofóbico como Nicaragua.

¿Cómo escribes un poema? Es cuestión de inspiración, de vena poética, o es más como un proceso asociativo, por vía de asociación de ideas? O andas mucho pensando, exprimiéndote la mollera, rompiéndote el coco, apuntando palabras, frases, ideas, ocurrencias? ¿O tal vez sea una mezcla de esas cosas?

Para mi la poesía es un oficio al cual se llega por una decisión conciente, un talento y un gusto que hay que cultivar con disciplina, trabajo y mucha lectura. Como te decía la poesía es un oficio, yo escojo un tema, que normalmente es un tema social, luego planifico su escritura, el lenguaje que voy a utilizar, la forma en que lo voy a colocar en el papel, todo es un acto consciente y planificado. Yo no me siento a esperar la inspiración. Aunque sí he escrito poemas por inspiración y conozco que hay poetas que escriben por inspiración. Pero la poesía en mi caso es un trabajo de orfebre, no un crimen perfecto como Carlos Martínez Rivas pero sí un producto acabado como el de un artesano de la palabra. Ahora también pienso el poema pensando en el conjunto, en el libro que va a componer el poema, respetando su individualidad y su vida propia. Pero creo que no hay una sola manera, cada poema tiene su propia forma de llegar, en mi caso yo prefiero ir a buscarlo.

Eres homosexual y no lo ocultas. En la literatura española (hispanohablante) ya encontramos homosexualidad como tema en Federico García Lorca. Pero, según parece, no lo reconoció públicamente antes del final de su vida, por ejemplo en  Poeta en Nueva York, cuando estaba lejos de su patria (España) y poco antes de su muerte prematura, por ejemplo en el poema Oda a Walt Whitman. ¿Conoces su obra? ¿Te sientes próximo con Lorca y con su obra?

De la generación del 27 y en cuanto a ese tema yo prefiero a Luis Cernuda. Para aquellos años sus textos abiertamente homoeroticos desafiaban la moral conservadora española de la época. Él defendió su homosexualidad. Por eso tuvo que emigrar también hacia México, donde vivió sus últimos días y donde disfrutó de los placeres tropicales. Sus textos son un legado importante para la historia gay en el mundo.

En cuanto a Lorca, hablando de su obra, ¿ Crees que su homosexualidad es parte de la discusión, del debate?

Si eres homosexual y te reconocés como tal y has sufrido como tal, tus ojos verán todo con los ojos de tu historia, de tu vivencia. No puedo ver mi vida con los ojos de un negro o de un indígena o de un hombre blanco y heterosexual. Todo lo que salga de mis manos y mi pensamiento estará permeado por las vivencias que he tenido como ser humano. Se han hecho muchos estudios sobre lo gay en la poesía de Lorca, como García Lorca o la imaginación Gay de Paul Binding. Para otro homosexual es evidente el feeling y la sensibilidad gay cuando nos acercamos por vez primera o cada vez más a su textos. Pero Lorca más que gay es universal y ese aspecto es algo que se ha venido a agregar, y de forma polémica, en los últimos años de emancipación homosexual en España y el mundo.

¿Hay otros/as poetas o escritores/as gay en Latinoamérica que tendríamos que conocer?

Creo que hay muchos, pero abiertamente no lo sé, sé de Salvador Novo, por ejemplo.

En una entrevista dijiste que no conociste otros poetas homosexuales jóvenes. ¿Todavía no conoces a ninguno?

Hay otros poetas homosexuales y entre los jóvenes también, claro, pero por diversas razones no tienen la homosexualidad como tema de trabajo.

En Nicaragua y muchos otros países latinoamericanos la cultura tiene una fuerte carga de  machismo y homofobia. ¿Cómo se vive la homosexualidad en Nicaragua hoy en día?

En Nicaragua existe una ley que penaliza y castiga las relaciones entre personas del mismo sexo. La leyes son el reflejo de la cultura y los valores de un pueblo. La discriminación se da en todos los niveles, en el ámbito familiar, en el institucional o educativo y de salud, en la cultura y por supuesto en la religión.

Si todavía no es algo que se tolera, hay maneras en que se puede vivir como gay? Explica por favor.

Si eres muy gay y es obvio podés ser estilista o bailarín o travestí y prostituirte para sobrevivir, porque si sos muy obvio no conseguís trabajo. Los que no somos obvios vivimos escondidos. Nos damos a conocer en entornos pequeños como amigos y hermanos. Pero si llegás a encontrar una pareja estable la cosa se vuelve más difícil y hasta peligrosa. Eso rompe con los paradigmas tradicionales como el matrimonio heterosexual que es una institución que asegura la reproducción de los valores cristianos.

Dijiste en una entrevista: “La poesía es un instrumento de autoconocimiento. Escribir es como explorar, explicarte cosas”. ¿Eres el tipo de poeta que está buscando la verdad? Si eres, explícalo por favor, Si no, puedes decirnos qué estas buscando?

Yo escribo porque es lo más decente y humano que encuentro para hacer. Es lo que puedo hacer y lo que me gusta hacer. Para mi es tan importante el proceso de escritura como el proceso de lectura frente a un público. Porque la poesía es esencialmente comunicación. No estoy buscando la verdad, ya está demostrado que la verdad no existe. En nombre de la verdad se ha matado a muchos. Con mi poesía no busco nada más que comunicarme en la manera que sé hacerlo, la poesía.

Dijiste en una entrevista que te parece muy difícil generar satisfacción en tu vida personal. Dijiste: Yo escribo como último recurso. ¿Todavía vale lo que dijiste? Y si es asi, puedes explicar que significa, qué quieres decir?

Cuando no he encontrado trabajo o ha faltado el amor y el pan en mi vida ahí ha estado la poesía, la mía y la de otros. Siempre hay un lápiz y un papel a mano para no estar solo.

¿Para ti, escribir o la literatura es como una isla al que escapas o en la que te refugias)?

Trato de que la poesía no se convierta para mi en una vía de escape, para eso están las drogas. Para mí es un oficio que cultivo cada día de 7 a 11 de la mañana, porque no puedo dedicarle más tiempo. También tengo que comer, porque los poetas también comemos.

En la misma entrevista dijiste: Siento que lo que hago me genera más vacío que satisfacción. ¿Esto todavía vale? Si vale, por favor explícanoslo. Si no, puedes contarnos que ha cambiado?

Es difícil explicar lo que uno dijo con anterioridad porque el mundo es cambiante, uno cambia de opiniones y eso es normal. Eso es algo que ha cambiado en parte, muchas veces el poema me genera mucha insatisfacción en el proceso, mucho vacío que tengo que llenar con lectura e investigación. Pero al final hay un momento que quedás satisfecho y no te aguantás en vos mismo.

En cuanto a escribir: ¿Qué son tus planes para el futuro próximo? ¿Algunas publicaciones futuras?

Es difícil hablar de planes. Tengo muchos libros inéditos, apenas he publicado dos libros de poesía, y ya he escrito otro de poesía y tengo otro de cuentos eróticos y un libro que reúne mis artículos de opinión que he publicado en medios de Nicaragua, intervenciones públicas que he hecho con mis textos de opinión. Los planes son seguir escribiendo y nutriéndome de las lecturas de los grandes y los desconocidos. Me mantengo muy atento a lo que están haciendo los jóvenes. Lo asuman o no, en sus hombros siempre ha estado el mundo y sus cambios.

Tilburg, Netherlands, august 2006

www.hectoravellan.com

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:21, Categoría: entrevistas
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desde rosario, argentina: Educación Socialista o Ignorancia Capitalista- www.convergenciasocialist

Educación Socialista o Ignorancia Capitalista
            La educación, en la Argentina , está en ruinas. Los edificios se caen a pedazos, las aulas atestadas de alumnos, los maestros y profesores pocos y mal pagos, la inseguridad enorme. Los alumnos con hambre que no pueden aprender, la comida escasa y mala, los horarios desquiciados que conspiran contra los padres que trabajan…
            Los planes de estudio desde la primaria a la facultades, digitados para producir mano de obra barata para una burguesía “nacional” estrecha de imaginación y carente de empleos dignos y para multinacionales de la importación, las comidas rápidas y los antros del empleo en negro y tercerizado. El capitalismo regentea con la misma incompetencia que la economía, la educación de los trabajadores y el pueblo. La educación obligatoria, universal y gratuita es un recuerdo. Ahí están las estadísticas de la propia burguesía para probarlo: 50% de deserción escolar y 70% que nunca se recibe en las universidades.
            La mayoría de los pocos que, por talento y sacrificio se destacan, se van del país o tienen que optar por empleos miserables con título. En la primaria no se prepara para ingresar a la educación secundaria y en esta no existe transición hacia la terciaria. Los planes de estudio hablan de una historia irreal, de una geografía deformada, de ciencias atrasadas y sin recursos… el arte y los deportes son minimalistas, en las aulas se reproduce la descomposición social, el lumpenismo, el reinado de la mediocridad y la ignorancia, la genuflexión a los poderosos y a los futuros empleadores, el arbitrio de reglas obsoletas.
            Nada es gratis. Lo que no se paga en dinero, se paga en recursos humanos desperdiciados, en presupuestos desbaratados, en transportes en ruinas, en tiempo de trabajo y en frustraciones. La semi-privatización aumenta a pasos acelerados y cada vez son más los recursos para la educación privada y religiosa en todos los niveles en forma de subsidios que se arrancan de los fondos de la educación publica. 
            Cada vez son más los padres que, apoyando la educación pública se ven obligados a enviar sus hijos a escuelas y universidades pagas, lo que implica un verdadero impuesto a la educación. Por fin el capitalismo ha logrado una educación a su imagen dependiente y subdesarrollada y su objetivo de habitantes ignorantes. Este capitalismo educacional no puede, ni la nueva Ley de Educación de Kirchner lo propone, ser reformado. Para educarnos, es necesaria una Revolución Educativa, desde abajo, que arrase con lo que tenemos y transforme a la educación en uno de los motores del desarrollo de un país al servicio de los trabajadores y el pueblo.
            El Proyecto de Kirchner dice textualmente que “hay que ser realista en los objetivos” y “que los cambios propuestos deben ser el resultado del consenso”, siendo la propuesta, una que “represente a todos los sectores de la sociedad”. Traducido a términos de política esto no es más que el continuismo y el hundimiento de las nuevas generaciones. “Realismo” significa ensalzar el 6% adoptado como presupuesto (en realidad menos de un tercio del porcentaje gastado en los años 40, 50 y 60; o sea seguir administrando la pobreza existente.
            El “consenso” significa el derecho a decisión de la minoría de la sociedad, es decir la burguesía y los ricos. “Representar a todos los sectores de la sociedad” significa diluir en ese consenso a las mayoría obreras y populares. Kirchner se propone profundizar la política burguesa de abandono del gobierno de sus responsabilidades federales, aumentando el pase a las provincias y las municipalidades de la responsabilidad de los presupuestos y, por lo tanto, condenarlas a más pobreza y a la educación a mayor mediocridad y crisis.
            El gobierno, que ya tiene en carpeta y con el visto bueno de la mayoría de los legisladores, un proyecto de ley, propone hipócritamente, un “debate” con tiempos brevísimos, y una votación expedita en el Congreso a través de su mayoría automática en ambas Cámaras. La oposición de Macri seguramente se opondrá, basándose en la profundización del punto de vista capitalista y la defensa de mayores porciones de privatizaciones. La oposición de Carrió será en base a la falta de “consulta”. Es decir a la forma más que a la sustancia.
            El límite a esta crítica de formas queda clara con la abstención en la lucha por la democracia en la UBA y con el apoyo a la “oligarquía de los 600” profesores del sistema que imponen su orden en la Asamblea Universitaria. Los sindicatos (CTERA-CTA-Conadus) limitan sus posiciones a la exigencia del reparto de las migajas del 6%.
            La demanda de consignas sindicales, sin pelear por la transformación revolucionaria de la educación, se convertirá, en el mejor de los casos, en «pan para hoy, hambre para mañana.» Nosotros proponemos lo opuesto, luchar contra la Ley , pero a favor de una Revolución Educativa que, como punto de partida, se plantee:
* Establecimiento de un presupuesto no menor al 20%, transfiriendo los fondos actualmente destinados a las Fuerzas Armadas a la educación e imposición de impuestos progresivos a las grandes empresas nacionales, duplicado para las multinacionales.
* La primera inversión masiva debería ser para construir suficientes escuelas y universidades en un exceso de 20% a las necesidades actuales.
* Salarios para maestros y profesores que sean el equivalente, como primer paso, a por lo menos el 80% del sueldo de un diputado nacional.
* Establecimiento del sistema de jornada completa para los estudiantes primarios y secundarios, obligatoriedad de la educación para los mismos y provisión de tres comidas diarias de calidad. Pago de ropa y útiles escolares y subsidios para los estudiantes mayores de 16 años para asegurar su dedicación de tiempo completa.
* La garantía de que las clases no contarán con más de 20 alumnos y que se realizará un plan de emergencia para duplicar primero, y satisfacer en exceso luego la demanda de maestros y profesores. Estos nuevos docentes deberían estar listos a la finalización de las obras de infraestructura.
* Subsidios de viviendas y gastos de manutención para todos los estudiantes universitarios con dedicación de tiempo completo y notas suficientes para garantizar que los números de aquellos que se diploman se triplique en los próximos cinco años y se quintuplique en la próxima década.
* Obligatoriedad de servir en áreas sociales, de educación y de infraestructura y desarrollo económico de industrias y proyectos sociales del estado a todos los egresados de universidades durante un lapso entre tres y cinco años. Este servicio sería con sueldos equivalentes a los del sector privado y con derechos sindicales plenos y en las áreas de experiencia de los egresados. La racionalidad de este aspecto de la educación es el de la defensa y pago con esfuerzo (no dinero) de los beneficios recibidos y el vuelco de la capacidad profesional al servicio de los trabajadores y el pueblo que lo hicieron posible.
* La inviolabilidad de la plena autonomía de las escuelas y universidades del país, donde gobiernos de padres, alumnos, maestros y trabajadores no docentes en las primeras y de estudiantes, docentes y no-docentes en las segundas, serían encargados de desarrollar los planes de estudio y determinar la administración.
* Expropiación sin pago y puesta bajo la dirección de co-gobiernos como los descriptos de todas las universidades y escuelas privadas. Los subsidios pagados a estos sectores durante décadas han sobrepasados sus inversiones en las mayorías de los casos.
* Dotar a las escuelas y universidades de todos los adelantos técnicos, digitales, laboratorios e industriales de última generación para capacitar a una clase trabajadora y profesionales de primer nivel.
* Atraer al país a los mejores pedagogos y profesores en las distintas áreas y socializar todos los adelantos y conocimientos de las escuelas y universidades de punta.
* Establecimiento de una enseñanza de defensa de los intereses nacionales frente al imperialismo; de debate y estudio de la realidad política, económica y social basada en la lucha de clases a nivel internacional; reemplazando el abstracto y dogma burgés del “ser nacional” por el que reivindica un concepto de clase de los trabajadores e internacionalismo. La adecuación de los planes de estudio al servicio de la sociedad y no de las multinacionales y corporaciones.
* Establecimiento de materias y estudios de Derechos Humanos, diversidad étnica y de defensa de los derechos de las mujeres y todas las preferencias sexuales desde la primaria.
* La enseñanza bilingüe y trilingüe obligatoria (incorporando donde sea necesario los idiomas de pueblos originarios) que reemplace el anodino y mediocre aprendizaje de lenguas por hora. La formación educativa debe ser en una totalidad, multilingüe.
* La obligatoriedad del reconocimiento por las autoridades municipales, provinciales y nacionales de los gobiernos democráticos de los centros de estudio y el derecho irrestricto de los estudiantes, profesores y maestros y personal no-docente al debate, la organización sindical y política en los centros educativos. Plena autonomía y derechos a los centros y organizaciones sindicales.
            No planteamos la prosecución de estos objetivos iniciales de ninguna otra forma que no sea la movilización, organización y lucha de los maestros y profesores, de los estudiantes de todos los niveles y de los trabajadores no-docentes. La Marcha que se llevará a cabo el 15 de septiembre, organizada por organismos sindicales y estudiantiles y la izquierda debería ser un primer paso para desencadenar movilizaciones regionales y locales.
            Esta movilización debería tener como objetivos derrotar la Ley de Educación de Kirchner y crear las bases para el llamado a un Congreso Nacional Constituyente de la Educación formado por delegados electos democráticamente por curso en cada escuela y universidad entre los estudiantes, y cada centro de trabajo en el caso de profesores, maestros y trabajadores no-docentes. Para aquellos que se pregunten de donde surgen estas ideas, es necesario responder que son las iniciativas del socialismo para la educación. La izquierda debe agitar y propagandizar estas propuestas y crear las bases pasa un movimiento de masas.
            Para ello es necesario exigirle a las organizaciones sindicales de maestros, profesores y no docentes, y a los centros de estudiantes que se pongan a la cabeza. El curso de esta lucha determinará, en definitiva, qué dirección y qué programa deberán tener los maestros, profesores, estudiantes y los trabajadores.

desde rosario, argentina: Educación Socialista o Ignorancia Capitalista- www.convergenciasocialist a.org

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:20, Categoría: periodico
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da angelo tonelli: presentazione antologia altramarea

Citta’ di Lerici  -Assessorato alla Cultura, Associazione Culturale Arthena con la collaborazione del Circolo della Vela Erix: Venerdi’ 29 settembre alle ore 17.30, nell’Angolo della poesia alla Vecchia Spiaggetta dietro il Molo di Lerici, per il secondo Crepuscolo in Poesia,  si svolgerà la presentazione dell’antologia poetica Altramarea. Poesia come cosa viva, a cura di Angelo Tonelli (Campanotto editore 2006). Intervengono: Silvio Vallero, assessore alla cultura; Angelo Tonelli, poeta e filologo, Presidente dell’Associazione Arthena, direttore artistico di Altramarea-Argonauti e curatore dell’antologia. Letture di tre dei poeti antologizzati:  Gianluca Cupisti; Giancarlo Micheli; Cecilia Rofena e dell’attrice Paola Lazzari. Violino: Cecilia Colombani. In caso di pioggia o maltempo l’evento si svolgerà in Sala Consiliare alla stessa ora.

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:18, Categoría: periodico
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14 DE SETIEMBRE NEGRO EN CARTAGO (Costa Rica) ( por Oscar Barboza )

UN 14 DE SETIEMBRE NEGRO EN CARTAGO ( por Oscar Barboza )

El 14 de septiembre en Cartago (antigua capital de Costa Rica) se dieron acontecimientos totalmente fuera de nuestra idiosincrasia, nuestras prácticas de celebración de la independencia y los tradicionales desfiles de faroles se mancharon porque, una vez más, el Presidente de unos pocos, quiso hacer alarde de sus caprichos de poder, control y represión hacia la población civil. Desde las 11 de la mañana se encontraba la vieja metrópoli totalmente acordonada en un perímetro de 300 metros a la redonda del Las Ruinas, lugar donde ocurrió el acto oficial del Consejo de Gobierno y las actividades programadas para recibir el fuego de la libertad, como tradicionalmente se hace.
Es inaudito e inaceptable que la Fuerza Pública requise y controle el libre tránsito de los ciudadanos cartagineses, como si fuesen terroristas, esto se presenció y aquejó a las y los ciudadanos durante todo el día. Parece ser que con el cuento de haber encontrado armas, explosivos y una lista de posibles amenazas de muerte contra los jerarcas del gobierno, han justificado todo este despliegue de estrategias militares y represiones, ¡Como que Don Oscar se cree Mr. BUSH y según él, corre un gran peligro!
Lo cierto es que los y las costarricenses nunca hemos tenido esas prácticas y siempre nos hemos manifestado de forma pacífica. Así lo hizo el Movimiento estudiantil de la UNA, UCR y TEC, una vez más respondiendo, a lo acordado por los Consejos Universitarios de oponernos a la aprobación del TLC, pero reiteramos, el gobierno piensa que tiene justificación de agredirnos e impedir nuestras manifestaciones. 

El primer hecho de represión se presentó en el alto del Ochomogo donde un retén detenía los buses de las y los universitarios y de manera prepotente exigían que para dejarnos pasar se levantara una lista de nombres y que se le entregara a la Fuerza Pública, situación que pudimos librar solicitando nombres y números de placa de los oficiales.
Luego en la vieja metrópoli, mientras avanzábamos protestando en contra del TLC y nos dirigíamos a solicitarle al Consejo de gobierno, que retire de la corriente legislativa el TLC, fuimos agredidos por la policía: nos acordonaron, con macanas, patadas y empujones nos desplazaron más de 75 metros, hasta la esquina del Banco Nacional, donde, junto con la población cartaginesa, aguardamos y protestamos con consignas, pancartas e himnos patrióticos el acto de represión del Gobierno de Costa Rica.
Cerca de las 8:30 de la noche los antimotines y la policía montada en una formación de flecha (estrategia militar), arremetieron en segundos contra los estudiantes universitarios y la población civil ahí presente, persiguiéndonos con los caballos por más de 200 metros en diferentes cuadras atropellando estudiantes, niños, niñas, ciudadanas y ciudadanos cartagineses, logrando así la desmovilización total de los manifestantes, e incluso realizando el arresto de 5 estudiantes, entre ellos el compañero de la UNA Gustavo Gamboa, quien tras ser encerrado, fue golpeado por los que se dicen defensores de la seguridad ciudadana. La coincidencia que existe con la avanzada de los agresores públicos, es que ha esa hora iniciaba el discurso del Premio Nóbel de la PAZ. ¿No creen que es irónico?
Pero lo más indignante, es como los medios de comunicación masivos tanto prensa escrita, como televisiva, tergiversa los hechos sucedidos, y pretende hacer creer al pueblo costarricense que estudiantes con pancartas y consignas agraden a los antimotines y a la policía montada. Incluso un noticiero nunca menciona en su nota que los hechos ocurridos en Cartago son agresiones contra estudiantes Universitarios, niños, niñas, ciudadanos y ciudadanas cartagineses, reiterando así que el gobierno en complicidad con los medios de comunicación está imponiendo un régimen fascista de agresión, represión y control sobre la ciudadanía.
Los hechos de este 14 de septiembre del 2006, nos ponen en alerta, muchos analistas universitarios mencionan que así comenzó en Chile, cuando Pinochet asumió el poder, en Argentina cuando desaparecieron cientos de estudiantes, o el ajusticiamiento de los Estudiantes Universitarios en México, 1968. Por esto instamos a los medios de comunicación a que dejen de ser cómplices, del que realizó el primer Golpe de estado del siglo XXI en Costa Rica, que informen con la verdad, que presenten todas las posiciones: los que están en contra y que sigan con los que están a favor, que sean imparciales, porque si por la víspera se saca el día, sobre ustedes caerá toda la responsabilidad, sí aquí sucede lo que ocurrió en el pasado con los estudiantes Latinoamericanos.
Además solicitamos a los Consejos Universitarios de la Universidad Nacional y de Costa Rica, responderle al señor Presidente de la República las declaraciones y discursos que dio a la prensa: que los Universitarios no somos ningunos ignorantes, sí sabemos lo que es el TLC, ya que mediante un proceso serio, académicos, estudiantes y administrativos hemos hecho un estudio del mismo y sus implicaciones, así logramos los pronunciamientos de las Universidades en contra de este Tratado.
Oscar Barboza L Representante estudiantil Consejo académico Escuela de Ciencias Biológicas Universidad Nacional, Costa Rica

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:16, Categoría: periodico
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Muere el poeta puertorriqueño Juan Sáez Burgos

Muere el poeta puertorriqueño Juan Sáez Burgos

El poeta puertorriqueño Juan Saez Burgos murió ayer martes 19 de septiembre de 2006,
víctima de un paro cardiaco, Sáez Burgos, uno de nuestros más destacados poetas, formó
parte del grupo literario Guajana, Le damos nuestro sentido pésame a su familia, al
hermano poeta Vicente Rodriguez Nietzsche y los guajanos, por el amor a la poesía, a la
tierra, la hermandad letrada.
Juan Sáez Burgos, autor de Un hombre para el llanto, premio del Ateneo  Puertorriqueño,
nació en Río Piedras, Puerto Rico en 1943.

"Si ni vida no fuera más que mía,
a que decir su nombre,
su color
su insomnio
a que decir lluvia que golpea
la calle que palpita
o la gente en el riesgo de algún día.
A decir la muchedumbre sola
o el niño que me mira desde el tiempo,
a que decir amor
si sólo encuentre
que la vida que ando es sólo mía. ..." Juan Sáez Burgos
Si la vida no fuera más que mía, fragmento.

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:15, Categoría: poesia
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gennaro carotenuto, italia

Bush: "Dovunque io volga lo sguardo vedo estremisti"

"Dovunque io volga lo sguardo vedo estremisti" ha affermato George Bush nel suo discorso davanti all'Assemblea Generale delle Nazioni Unite. Ha scelto proprio questa raggelante espressione, che la dice lunga sulle paure di chi, per continuare ad imporre la supremazia statunitense sul pianeta (come scritto dagli ideologi neoconservatori nel "Progetto per il nuovo secolo americano") ha imposto al pianeta stesso la guerra al terrore, e si rifiuta di vedere come il dolore generi più odio.

di Gennaro Carotenuto

Ma se è il reazionario fanatico iraniano Mahmoud Ahmedinejad ad andare a Nuova York a dire che il Consiglio di Sicurezza dell'ONU non rappresenta più nessuno, allora vuol dire che tutti quelli che fanno finta di non sentirlo sono più reazionari e fanatici di lui.

Può nel 2006 il Consiglio di Sicurezza dare il diritto di veto alla Gran Bretagna e non all'India, alla Francia e non al Brasile, ammesso e non concesso che il diritto di veto non sia comunque una zavorra intollerabile?

Hugo Chávez, per scaldare la platea, ha iniziato il suo discorso con una battuta. Ha detto che in quell'aula dopo il discorso di George Bush si sentiva odore di zolfo. I presenti hanno riso, applaudito, poi Chávez ha argomentato seriamente per tutto il tempo che aveva. Per esempio ha invitato gli statunitensi a leggere Noam Chomsky. Poi ha citato lo stesso George Bush con quel suo terrificante "dovunque io volga lo sguardo vedo estremisti" (chissà perché glissato dalla stampa internazionale) ed ha argomentato, ha denunciato, ha proposto. I giornali del nord hanno edulcorato, minimizzato, ridicolizzato: "Quel buffone di Chávez va all'ONU a dire che Bush è il diavolo". Null'altro.

Evo Morales, il grande lottatore sociale che coniuga il rispetto per la terra proprio della cultura nativa, con la prassi di mastino sindacale in un paese, la Bolivia, dove la classe operaia ha tradizioni sindacali gloriose e rivoluzionarie, con la modernità della democrazia partecipativa, ha fatto un intero discorso, applauditissimo da tutti i paesi del Sud. Ha parlato di ecologia, di beni comuni, di riforma agraria. Niente è rimasto nelle testoline della grande stampa internazionale.

Poi Evo ha tirato fuori una foglia di Coca, ed ha ricordato all'assemblea la vera persecuzione che stanno subendo da decenni i coltivatori di una pianta benefica con 5000 anni di storia, a causa di un'abitudine distorta di pochi milioni di persone concentrati in pochi paesi ricchi. Orrore, per i quotidiani del nord, il folcloristico presidente boliviano, così troglodita da non mettere neanche la cravatta, ha sfidato il mondo portando la malefica pianta della cocaina nelle sacre stanze delle Nazioni Unite.

Nestor Kirchner, così peronista da odorare di zolfo da lontanissimo, ha ricordato come il proprio paese sta registrando una crescita ininterrotta dell'economia, una diminuzione della povertà e la risurrezione dell'industria locale, solo da quando l'Argentina ha chiuso la porta in faccia al Fondo Monetario Internazionale.
Ha detto cose banali Nestor Kirchner. Per esempio ha detto che uno sviluppo senza redistribuzione non è sviluppo. E' stato accolto dal silenzio gelido e i quotidiani internazionali non hanno neanche registrato un intervento di altissimo spessore. Almeno Evo e Hugo, pur nel puerile tentativo di ridicolizzarli, sono riusciti, con la battuta sullo zolfo e con la foglia di coca, a farsi citare. Don Nestor non ci è riuscito.

La LXI assemblea generale delle Nazioni Unite chiude i battenti e tra un anno ci ritroveremo allo stesso punto di partenza. Come ha argomentato Hugo Chávez, l'Assemblea non ha alcun potere e il consiglio di sicurezza è imprigionato dai possessori del diritto di veto. Quel diritto di veto, che continua a fotografare il mondo in bianco e nero al 1945, odora davvero di zolfo e incatena l'ONU e sei miliardi di persone, ai voleri di John Bolton, il falco estremista ambasciatore statunitense alle Nazioni Unite e di pochi paesi ricchi. Gli altri non contano nulla. Fino a quando?

Por lobitogabriel - 21 de Septiembre, 2006, 17:14, Categoría: periodico
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